A escolha das garrafas para presentear no Natal é sempre difícil, o mesmo vale para aquelas para compartilhar com amigos e familiares. Mas se não nega um brinde a ninguém, cá estão as garrafas para nos dar de presente de Natal, porque leste é o momento em que até os familiares mais reservados se deixam levar. Quando o não dito entre parceiros ou amigos é esquecido diante do tilintar de copos, dos sorrisos mais ou menos sinceros e daquela frase ritual: “Parabéns!”, palavra-chave que marca o início solene do convívio natalino. No entanto, por trás deste gesto aparentemente simples, existe um pequeno mundo de tradições, superstições, modas e curiosidades internacionais.
Modas, tradições, superstições do brinde de Natal
Na Itália, o brinde de Natal é quase um rito sagrado. De Setentrião a Sul, os pratos mudam, mas não a garrafa que os acompanha: o vinho espumante, muitas vezes rigorosamente italiano, é o protagonista integral, de Franciacorta a Trento Doc, de Subida Langa a Prosecco, sem olvidar as cada vez mais numerosas bolhas produzidas no Sul. E zelo ao cruzar os óculos sem se olhar nos olhos: segundo a tradição, isso traz contratempo (ou, para os mais travessos, sete anos de paixão infeliz). Em Nápoles, ainda se coloca uma moeda no copo “para desejar prosperidade”, enquanto na Toscana o brinde é pretexto para trovar canções populares desafinadas. Há quem goste de natureza bruta (sem dosagem) ou quem, pelo contrário, goste de extra sedento… Bubbles, mas também vinhos tintos importantes, cervejas estruturadas com rótulos cada vez mais cativantes, terminando com gin, vermute, grappa e bitters. Em última estudo, para além das superstições, tradições e modas, o brinde de Natal continua a ser sempre um pequeno gesto para expor: “Estamos cá, juntos, votos de felicidades também para ti”.

