Poletononi surgem por culpa da procura? Ao ler a história da Itália, a primeira é verdadeira. Nascemos, crescemos e nos alimentamos com oriente prato indispensável, mas nutritivo. Porque a polenta é mexida no caldeirão do Bel Paese desde a era do Predomínio Romano. Seu nome era pulsoe era feito com farinha de cereais porquê espelta e milheto. Não era considerada comida de pobre, mas sim a “ração K” dos gladiadores, que eram alimentados com tigelas de polenta e favas, as chamadas pulso fabata. Uma comida com tanta identidade que uma das tribos mais importantes estava lá Gens Fábiados quais nome deriva da fava, em latim faba. Graças à soma desta leguminosa, o prato tornou-se simultaneamente calórico e rico em proteínas. Adequado para esculpir bíceps e barrigas de tartaruga.
O oposto do que a polenta de milho produziu séculos depois na Itália camponesa que gritava pobreza. E a fatia amarela esfregou no arenque pendurado no tetopara restabelecer um pouco do sabor de um peixe que balançava porquê uma miragem de saciedade. Infelizmente, o milho vindo das terras altas americanas, por sua natureza desprovido de vitamina B3 biodisponível, consumido todos os dias, tornou-se a principal culpa de pelagra. Doença causada pela fome que foi erradicada na Itália em seguida a Segunda Guerra Mundial, quando a polenta de um único prato passou a seguir carnes, ovos, queijos, peixes e vegetais.
A Itália do milagre parcimonioso vestiu-a literalmente para as férias, enriquecendo-a com manteiga, leite e queijo. Cada província faz isso à sua maneira. Simples, escuro, firme, cremoso. O que não muda é o sabor do pretérito e a sensação de bem-estar que ele devolve a cada paladar. Efeito típico de comida de refúgio. Nesse sentido, o filósofo helênico Epicuro, o rabino dos prazeres, tinha razão quando disse que o boa polenta e chuva cristalina bastavam para me sentir porquê Zeus. Porquê se dissesse que até os sabores mais simples podem ser divinos e nos fazer felizes, trata-se de saber apreciá-los.

