Os turimenses ficaram assustados, primeiro com o fechamento do restaurante histórico, aquele onde todos já tinham pretérito pelo menos numa grande ocasião ou sonhavam ir pelo menos uma vez na vida. Depois ficaram assustados pela segunda vez quando a reabertura anunciou a chegada de um novo chef que era tudo menos um porta-estandarte da tradição porquê Baronetto. Tomando um legado com suas próprias mãos pretérito datado de 1757 (numa cidade porquê Turim, acrescentamos) foi um repto tão homérico porquê o sinal Del Cambio que no novo projecto deu espaço a novas realidades: o Farmácia Real convertida em bistrô-pastelaria (sempre muito lotada), o individual coquetel Bar Cavour e A frasqueira (espaço que remonta ao século XVII) com mesa para eventos especiais. A cozinha? Baronetto, principalmente feito em tela branca. Lembramos uma lagosta azul, vitela, caldo de cogumelos e consomê de scampi, um rim de coelho, creme de caramelo, azeitonas e banha, uma casca de vermute, trufa de avelã e frutas cítricas. Mas poderíamos continuar indefinidamente com ideias provocativas. Tradição? Contou, nomeadamente, num menu fantástico para comemorar os 270 anos do restaurante: Ao longo do tempo formado por receitas bipartidas. Por um lado o mero padrão filológico, por outro a tradução do responsável: a versão antiga era boa, mas a segunda sempre vencia, fosse o vitello tonnato, a finanziera ou a músculos refogada no Barolo. Para nós repetimos, mas para a maioria dos clientes não.

A equipe da cozinha, chef Diego Giglio no núcleo.
Eca. prensa

